7 DE SETEMBRO: O "DIA D" BRASILEIRO?
7 DE SETEMBRO: O "DIA D" BRASILEIRO?
Por Álvaro Henrique Mryzger
O dia 6
de Junho de 1944, uma terça feira, ficou conhecido como “Dia D” e entrou para a
história como o início da vitória dos aliados contra o poderio alemão, na
Segunda Guerra Mundial. O nome escolhido para a invasão foi “Operação Netuno” e
tudo foi meticulosamente preparado desde 1943.
O dia 7 de setembro de 2024 está sendo visto com uma certa analogia ao “Dia D”, o que pode ser um grande erro.
A ânsia pela mudança, a revolta pelo desgoverno do ex presidiário e o asco ao judiciário, totalmente corrompidos e entregues nas mãos de pessoas altamente desqualificadas, levará milhões à Paulista, que ficará lotada por “bravos guerreiros de 24 horas”. Às 16:30 horas já haverá milhares de pessoas olhando para seus relógios, antecipando o encontro com suas cervejinhas, com seu futebolzinho medíocre e (pasmem!) até mesmo com os noticiários e novelas doutrinadores da Rede Globo.
Esses milhões de bravos guerreiros de 24 horas sempre se esquecem que o inimigo não é mais o mesmo que teve que engolir o impeachment de Dilma. Hoje, nosso inimigo está reforçado por bilionários, pelos vermelhos de olhos puxados e pelos sputniks. Juntos se transformaram em um sistema poderosíssimo, capaz de matar todo e qualquer oponente.
Os bravos guerreiros de 24 horas precisam, definitivamente, entender que o caminho é outro.
O “Dia D” brasileiro pode, sim, ser uma grande arma contra o sistema, se for apenas o início de um movimento muito maior, que na verdade seria uma grande paralização. O “7 de Setembro” deve se prorrogar por tempo indeterminado, os caminhoneiros, com a ajuda da população, não devem colocar seus caminhões nas estradas, os empresários (grandes e pequenos) devem parar suas atividades e deixarem de recolher seus impostos, ao menos por um mês. Do contrário, o Dia D brasileiro será como os anteriores, quando as movimentações foram vistas pelo mundo inteiro, por dois ou três dias e, após isto, tudo voltou ao normal, mas com um sistema fortalecido.
O que sustenta este sistema diabólico é o dinheiro. Sem dinheiro, o sistema se auto estrangula.
Então, o que está faltando para isto acontecer? Está faltando esses bravos guerreiros de 24 horas se transformarem em guerreiros permanentes, o que é mais difícil de acontecer do que um camelo passar por um buraco de agulha. E ao que tudo indica, essa mudança no comportamento dos auto intitulados “de direita” está muito longe de acontecer porque o comodismo e a covardia falam muito mais alto.
Posso estar redondamente enganado em minha análise, mas só o pós 7 de Setembro fará com que eu reveja meus conceitos sobre manifestações pacíficas.
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